Hoje é o primeiro dia de aulas da Academia
Ta Lien no novo endereço. É lá eu eu e a
Helena praticamos kung fu - amigos que me conhecem há tempos como o
Great e a
Melissa ainda não conseguem acreditar que eu saí do sedentarismo.
Da cobertura de um edifício na Av. João Gualberto, mudamos para a Av. Munhoz da Rocha, no Ícaro Atlético Clube. Espero que lá tenha mais espaço para estacionar sem problemas, pois no endereço antigo eu fazia a malandragem de usar o estacionamento do Mercadorama. Mas lá eu já estava começando a ficar muito visado. Há cerca de duas semanas encontrei o seguinte bilhetinho na maçaneta da porta do carro:
E olha que eu geralmente comprava alguma coisinha pra justificar o uso do estacionamento.
POR FALAR EM KUNG FU...
... estou louco para assistir
“Kill Bill”, o novo filme do Tarantino, que estreou há 10 dias nos Estados Unidos, rendendo mais de 22 milhões de bilheteria no primeiro fim de semana!
Nesta homenagem que o diretor fez aos filmes de artes marciais dos anos 70, Uma Thurman vive uma “kung fu fighter” que trabalha como assassina de aluguel. Já li umas três sinopses diferentes cujas informações de uma não batem com a outra. Mas pelo que eu entendi, no filme ela fica em coma após ser atacada por um certo Bill (ironicamente interpretado por David Carradine, o gafanhoto da antiga série “Kung Fu”), que eu ainda não sei se é marido, noivo ou mestre dela. Assim que ela se recupera, sai à procura do cabra safado em busca de vingança. No meio do caminho, ela vai encontrar muita pancadaria.
Ouvi comentários de que o Tarantino fez questão de fazer o filme sem efeitos especiais. Há uma cena em que a Uma Thurman enfrenta com apenas uma espada nada menos do que 76 gangsters orientais em uma casa noturna. O diretor tem a ambição de que esta imagem entre para a história. “Eu quero que a cena seja para as lutas de kung-fu o que foi a 'cavalgada das valquirias' em 'Apocalipse Now' para as cenas de batalha”, disse Tarantino. Óbvio que vai ter muito sangue, como ele tanto gosta. Só para esta cena, foram gastos 100 galões de sangue cenográfico!!!
Pude conferir o sucesso do filme através do
Soulseek, programinha que uso pra baixar músicas e afins. Durante o fim de semana de estréia nos EUA, os arquivos mais puxados do meu computador eram as músicas da trilha do filme (excelente, diga-se de passagem). Teve uma hora em que as músicas eram baixadas por seis usuários simultaneamente! Eu aproveitava pra perguntar o que o pessoal achou do filme. Sintetizando as palavras mais digitadas pela galera que me respondia, chego ao resultado que “Kill Bill is great fucking sick movie, man!”.
Só tem uma coisa que me deixa indignado nisso tudo: a data da estréia no Brasil. só no dia 30 de janeiro do ano que vem. Puta que pariu! Mas será que isso tudo é cagaço dos distribuidores brasileiros, temendo perder público para “Matrix Revolutions” e “O Senhor dos Anéis 3”? Sacanagem! Mas também pode ser que os distribuidores queiram lançá-lo aqui só depois de ganhar muitas críticas favoráveis e possíveis prêmios, como a
Helena cogitou. De qualquer forma, “Kill Bill” vai chegar ao Brasil com um atraso brutal.
DE FORA
Esta semana vai rolar no SESC Consolação de São Paulo um
evento de artes marciais. Acredita que não tem Kung Fu no programa? Não estou tomando as dores só porque sou praticante. Mas também porque o Kung Fu é a mãe da maioria das artes marciais. Povinho desnaturado...
São muito bons. Prometem um tarantino de primeira, mas essa onda de sem efeitos é alugação. Ele quer minimizar a manipulação digital, o que não é de todo ruim (como ele disse, encareçe pra caralho a produção de filmes nessa onda), mas se você sacar uma hora em que o Carradine fica na ponta de uma espada vai ver que tem dedo digital no meio. (dedo digital?q feio isso.)